top of page
Buscar

Uma campanha e uma opinião impopular.

  • Foto do escritor: alissa nani
    alissa nani
  • 21 de jan.
  • 2 min de leitura

A gente pode falar de opiniões impopulares por aqui?

A nova campanha da GWM foi divulgada hoje pela manhã. O filme foi inteiro feito com inteligência artificial e, segundo o Meio e Mensagem, levou mais de 700 horas de produção, 56 dias de desenvolvimento, escolha de atores virtuais etc. Com o conceito “o carro que você conhece”, a campanha apresenta um novo modelo que responde a comandos de voz e tem a possibilidade de personalizar diversos recursos.



O filme ficou muito bonito, é importante dizer isso, mas é comum. Atores virtuais comuns, figurinos comuns. A apresentação do carro também não foi nada muito novo. Os takes do carro são aqueles velhos conhecidos com cortes laterais, câmera dentro do carro para mostrar o painel, visão on road na cidade e sol batendo no para-brisa. A história do pano de fundo também é comum, que marca o reencontro de pai e filha como metáfora para mostrar a evolução do carro ao longo do tempo. Mais uma vez, signos comuns para um carro que promete alta personalização e uma marca que promete o futuro com o posicionamento “hello, tomorrow”. Tirando os comandos de voz para acionar funcionalidades do carro, este sim diferenciais de “futuro” no contexto atual, até aqui, nada de novo.



Indo além do conceito e execução do filme em si, que nem é tanto o que me pega, o uso da IA para fazer um filme tão já visto assim me incomoda muito. Talvez mais barato, o que duvido muito, mas investiu-se horas e horas em refinamento de imagens geradas automaticamente com o que poderia ser resolvido com dois atores e algumas diárias de gravação. O vídeo produzido e executado em IA, que poderia ser o grande show da campanha, não traz nada tão incrível assim de recursos visuais que já não pudesse ser executado na realidade não virtual. Apenas dificultou-se algo para ter o apelo de “campanha totalmente feita com IA”.


Não sou grande apaixonada por carros, mas poxa, gente, a inovação tava ali, na cara: o controle na palma da sua mão. Poder trancar e destrancar o carro remotamente, climatização do carro antes de entrar nele (eu sou de Maringá/PR, cidade que faz 35º às 9h na sombra e sem vento, tem gente que daria um dedinho mindinho por esse recurso), localização em estacionamento (quem nunca perdeu o carro no shopping?! Já cheguei a ir embora e voltar depois), tantos recursos além dos comandos de voz poderiam ter sido explorados na campanha que acabou deixando o SUV híbrido como mais um SUV do mercado.


Para um carro que promete alto grau de personalização e uma campanha feita com IA que tinha tudo para chocar o mercado assim como o rebranding da Jaguar (quem lembra?!), pra mim, faltou.

 
 
 

Comentários


bottom of page